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Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/ som)!

Revista de Imprensa Escrito por  João Rebocho 08 Nov. 2022

A Revista de Imprensa desta terça-feira, dia 8 de Novembro, contámos com o comentário do Eurodeputado Carlos Zorrinho do Partido Socialista.

As questões de hoje abordaram temas como o silêncio de Primeiro Ministro face a questões judiciais, a possibilidade da demissão do Secretário de Estado, o SIRESP e mão de obra ilegal e consequente tráfico em Portugal.

 

Primeiro ministro diz que tem por princípio não comentar num caso de justiça...

“Esse é um bom princípio (…) não nos pronunciarmos sobre questões jurídicas. (Por vezes) As figuras públicas são primeiro julgadas (…) na praça pública e depois (…) de facto não havia razão. Mas as coisas são como são. Eu compreendo a posição do Primeiro-Ministro.”

 

O autarca avança 300 mil euros a um projeto que não existe. Avançar primeiro a verba? Há aqui um desfasamento.

“Como eu digo, se a questão é defensável ou não é uma questão do ponto de vista jurídico. Claro que se a obra não se fizer salta aos olhos que alguma coisa não está bem, se a obra se chegar a fazer esta é uma de avaliação legal e jurídica."

 

Em relação à possível demissão do Secretário de Estado, acha que ele o deve fazer?

“Não sei. Ele certamente estará a refletir sobre tudo o que está em jogo.”

 

SIRESP. O Estado está a negociar com parceiros privados o sistema integrado das redes de emergência. Considera que esta é uma solução?

“O povo português costuma dizer que o que nasce torto tarde ou nunca se endireita. Acompanhei o nascimento do SIRESP, e o SIRESP nasceu torto, de facto. Isso remete há 20 anos atrás e o modelo com que foi construído torna-o muito vulnerável a negociações, questões, dificuldades. O Governo tem que garantir que o SIRESP funcione. Não podemos ter uma infraestrutura que em momentos críticos pode falhar, como já aconteceu.”

 

Falsas promessas fazem mais de 200 vítimas de tráfico em Portugal. O Presidente da República incitou esta imigração. As pessoas chegam a Portugal e vêem-se em situações precárias. Como é que Portugal pode inverter esta situação?

“São situações lamentáveis. Já me tenho perguntado como é que é possível que as instituições locais não denunciem aquilo que é feito com jovens jogadores (de futebol), mas também com a exploração de mão de obra.”

“A questão não é portuguesa, é europeia. Se facilitarmos a entrada legal de pessoas que querem trabalhar na Europa; porque precisamos, nós temos uma demografia muito frágil, precisamos de mais gente, mas precisamos de circuitos legais. Se os circuitos legais forem burocráticos, se as pessoas esperarem meses para conseguir um visto de entrada, uma nacionalidade, (as pessoas recorrem) a cadeias ilegais.”

“A solução é denunciar e atacar as cadeias ilegais. Precisamos de mais gente mas de gente que chegue de forma legal, com condições para poder trabalhar connosco.”

 

O que se pode alterar para se conseguirem mitigar estes números?

“O problema é europeu. A Europa não tem tido a coragem de assumir que precisa de facilitar o regime de entrada para impedir e reduzir as entradas ilegais.”

 

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