Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/ som)!

Revista de Imprensa Escrito por  Nuno Ramalho 29 Nov. 2022

Na revista de imprensa de hoje, 29 de novembro, terça-feira, recebemos em antena o eurodeputado socialista Carlos Zorrinho, que se juntou a nós a partir de Bruxelas para comentar algumas das manchetes que abriram a agenda informativa de hoje.

Na ordem do dia estiveram as intenções de Marcelo quanto à reformulada lei da eutanásia; a alteração da nomenclatura dos institutos politécnicos e a capacidade destes na atribuição do grau académico de doutor; o Serviço Nacional de Saúde, da espera nas urgências e falta de médicos, à demissão em bloco no Garcia de Orta.

Quanto à aprovação ou não da lei da eutanásia, Carlos Zorrinho recusa prognósticos mas salienta o elevado grau de complexidade associado a um tema tão fracturante, e considera que a prática está em linha com a constituição portuguesa. “O espírito da constituição portuguesa é o espírito da liberdade, das pessoas tomarem decisões em liberdade, acho que não é [a lei da eutanásia], de forma nenhuma, inconstitucional”, assevera o eurodeputado.

Em matéria da alteração do nome dos politécnicos, Carlos Zorrinho admite que aqueles institutos tenham, no nosso país, um estatuto “de segundo nível”, ao contrário do que se passa noutros países mas não considera relevante o nome da instituição na atribuição ou não do grau académico de doutor. “Conceder ou não o grau de doutor deve depender do número de pessoas que têm esse grau, e que têm formação, e que têm habilitação para o conceder, e não do nome ou do estatuto da instituição”, considera Zorrinho, que recusa a “menorização” das instituições em função do nome.

Relativamente à situação no Garcia de Orta, Carlos Zorrinho desvaloriza. “Quando há tempos de espera de 8 horas, catorze horas como já vimos nalguns hospitais, isso é, de facto, um problema e temos que assumir que alguma coisa tem de ser feita. Mas a verdade é que se noticiam sempre os problemas e não aquilo que funciona bem”, considera o socialista, que defende o SNS como um dos melhores do mundo.

Para resolver o congestionamento constante das urgências, o eurodeputado propõe que se melhore a oferta de serviços nos centros e unidades de saúde. “Quanto mais unidades de saúde familiar, quanto mais centros de saúde operacionais tivermos a funcionar”, considera Zorrinho, mais os portugueses estarão sensibilizados sobre que questões justificam ou não a visita às urgências.

O eurodeputado socialista vai mais longe e aponta à Ordem dos Médicos a falta de profissionais em certas especialidades. “Em algumas especialidades temos falta de médicos porque a Ordem tem sido muito parca em autorizar a formação e o aumento da formação em certas especialidades”, afirma Carlos Zorrinho, que vê na falta de médicos um problema “qualitativo”.

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