Comentário semanal do Eurodeputado João Pimenta Lopes, aos microfones da Rádio Campanário (c/ som)

Revista de Imprensa Escrito por  20 Jul. 2022

 

Na revista de imprensa de hoje, 20 de julho, contámos com o habitual comentário do Eurodeputado do PCP, João Pimenta Lopes.

Foram abordados os temas: o debate do estado da nação e a aprovação em sede de conselho de Ministros do pagamento de trabalho suplementar aos médicos.

No que diz respeito ao primeiro tema, o nosso comentador começou por nos referir “apesar da maioria absoluta do PS, as respostas que são necessárias dar ao País continuam por dar, sobretudo face à situação atual, no que diz respeito ao custo de vida.”

Para João Pimenta Lopes continua a existir falta de resposta no “investimento na produção nacional, um investimento que é imperioso para responder às dependências que não são de agora e para as quais o PCP há muito vem alertando.”

O Eurodeputado do PCP considera que “se continua a insistência numa resposta de paliativos aos aumentos que beneficiam em primeiro lugar as grandes empresas sem determinar aquilo que é necessário e que é a valorização de salários e pensões para garantir a reposição do poder de compra às pessoas, fazendo face ao aumento brutal do custo de vida.”

Segundo João Pimenta Lopes “a questão do aeroporto foi uma verdadeira trapalhada neste governo e onde a resposta que precisa de ser dada continua por existir e tem vindo a ser travada pelo PS e pelo PSD” acrescentando ainda “em relação ao SNS vivemos uma situação insustentável que há muito o PCP já tinha denunciado e que, nomeadamente, em outubro de 2021, alertamos para a existência de respostas imediatas neste setor e que o governo insiste em não dar, evidenciando a carência de investimento de décadas dos sucessivos governos do PS, PSD e CDS-PP.”

Para o Eurodeputado comunista “a situação do SNS decorre também do desvio de verbas para os privados quando o que era necessário neste momento era valorizar as remunerações dos nossos profissionais, valorizar as suas carreiras profissionais e garantir estabilidade através dos meios necessários” considerando inaceitável que dezenas de milhares de portugueses não tenham médica de família.

“Vemos a situação do País com muitos maus olhos e verificamos que a resposta em diversas dimensões continua por dar” adiantou ainda o nosso comentador.

No que diz respeito ao segundo tema, a aprovação por parte do governo do pagamento do trabalho suplementar aos médicos, e se esta medida pode serenar o processo de negociação com o Ministério da Saúde, João Pimenta Lopes referiu “esta é mais uma vez a insistência numa resposta paliativa que não respondem aos problemas de fundo” sublinhando que o SNS “está confrontado há muito tempo com a saída de profissionais altamente qualificados para o setor privado.”

Esta resposta paliativa que está a ser dada aos Médicos é que têm que trabalhar mais, ganhando horas extraordinárias, o que já deveria ser um bem adquirido” sublinhando, contudo que isto não resolve problemas maiores como “a falta de médicos ou a pressão que está a ser feita sobre o SNS.”

Para o Eurodeputado “é necessário repor os níveis de investimento no SNS, garantir a atratividade para os profissionais de saúde e valorizar a sua carreira profissional , são estas as medidas fundamentais.”

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