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Evora

“Pode haver pessoas contra as Praxes mas os caloiros que aqui estão, estão felizes” diz Aluno do 4º ano de geografia da UE(c/som)

Entrevistas Escrito por  26 Out. 2022

 

A realização das praxes académicas é uma temática controvérsia com diferentes opiniões, algumas muito discordantes e que as consideram verdadeiras formas de “humilhação” para os alunos.

A Rádio Campanário esteve ontem em Évora e acompanhou um destes momentos de praxe que decorria no Rossio de São Bráz. Falámos com Tomás Vitorino Dias, de 21 anos, aluno do 4º ano do curso de Geografia da Universidade de Évora sobre a realização das praxes académicas

Tomás Dias começa por nos referir que “são os alunos de 4º ano ou anos superiores que têm a incumbência de praxar os alunos mais novos” realçando que estes momentos permitem “relembrar algumas tradições que se perderam no tempo, servem para nos conhecermos uns aos outros, para nos divertirmos e integrarmos.”

Questionado se, na sua opinião, há pessoas que são contra as praxes na sua globalidade ou se estão contra as praxes pelos atos que nelas são praticados, Tomás Dias refere “eu acho que é à ideia da praxe porque acho que muita gente tem ideias erradas” especificando que anteriormente “ou porque andaram em universidades onde foram praxados e lhes fizeram coisas horríveis ou completamente descabidas, sem conceito de contentamento, as pessoas faziam aquilo porque era uma obrigação e não estavam felizes.”

O aluno da Universidade de Évora salienta que “hoje em dia isso não acontece, aliás temos alguns dos caloiros que pedem para ser praxados como é o caso de alguns alunos de segundo ano que aqui estão e que, já não sendo caloiros, pediram para ser praxados e quiseram integrar a praxe pelo divertimento, pelo sentido de companhia que isto trás .”

Considera ainda que o ato da praxe serve muitas vezes de integração do aluno, apesar de não ser a única forma de o fazer considerando no entanto que “é mais fácil, mais divertido, torna as pessoas mais unidas e é um apoio à integração desse aluno na cidade de Évora.”

A praxe a que a RC assistiu, na prática, consistia em caloiros que rebolavam em poças de água e lama que existiam naquele espaço. Tomás Dias referiu a este propósito “todas as pessoas que aqui estão , estão aqui porque gostam disto, todos sabiam ao que vinham, calhou ser uma poça de água porque choveu e a poça de água é apenas uma desculpa para estarem juntos, brincarem...brincar é uma coisa de crianças e é o que estamos a fazer, a tirar um pouco da criança de cada um.”

 

 

 

 

 

 

 

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